Desidratação e corrida

Segundo MARESH (2006) os eletrólitos perdidos em maior quantidade na transpiração que são o sódio e o cloreto e a diminuição de água promovem perda de peso e a capacidade de hidrólise de lipídeos também é reduzida, o que acarreta diminuição da capacidade máxima de desempenho.

É importante ressaltar que a desidratação antecede a sede, provocando diminuição do volume plasmático e aumento da osmolaridade.

Dessa forma, ao sentir sede o esportista já está desidratado e, desta forma, pode apresentar efeitos negativos à performance e saúde e o efeito mais sério da prática de exercícios em ambientes quentes é a hipovolemia progressiva (um volume sanguíneo abaixo do normal), acompanhado de uma desidratação.Na verdade, o volume sanguíneo é mantido razoavelmente bem durante a desidratação porque a hipertonicidade que se instala, quando a água deixa o compartimento vascular, promove a saída de água do compartimento intersticial e intracelular para o sistema intravascular (MARESH,2006) .

 

A hipovolemia pode induzir a uma alteração na temperatura interna pela vasodilatação cutânea e redução do fluxo sangüíneo periférico máximo. Esta hipertemia, combinada com uma diminuição do débito cardíaco máximo e redução do VO2 Max, compromete a capacidade de se exercitar por um período prolongado em alta intensidade.

Ao sentir sede o organismo entra em processo de hipohidratação. Por isso, não podemos esperar a manifestação da sede para hidratar. A perda hídrica de 2% do peso corporal ocorre à manifestação da sede, perda de 4% do peso corporal diminui a capacidade de hidrólise e diminuição do desempenho, perda de 7% do peso corporal há comprometimento plasmático, 9% do peso corporal: há risco de colapso e a 10% do peso corporal: risco de morte (MARESH,2006).

De acordo com LEIPER et al (1997), quando um indivíduo torna-se hipohidratado, ocorre diminuição do volume plasmático com aumento da concentração de sódio e potássio. Todos eletrólitos ficam mais concentrados se não houver reposição hídrica. Pode ocorrer prejuízo na performance.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Maresh CM, Whittlesey MJ, Armstrong LE, Yamamoto LM, Judelson DA, Fish KE, Casa DJ, Kavouras SA, Castracane VD. Effect of hydration state on testosterone and cortisol responses to training-intensity exercise in collegiate runners. Int J Sports Med. 27(10):765-70, 2006.

Lepers, R., C. Hausswirth, N. Maffiuletti, J. Brisswalter, and J. VAN Hoecke. Evidence of neuromuscular fatigue after prolonged cycling exercise. Med. Sci. Sports Exerc. 32:1880-1886, 2000.